domingo, 15 de novembro de 2009

Balleteatro

Foi como se tivesse ganho o euromilhões. É completamente impossivel de explicar a sensação maravilhosa de realização que me percorreu o corpo quando me sentenciaram as palavras mágicas: "foi aceite, parabéns".
Tinha sido um sonho até então, um sonho algo longiquo, algo inalcansavel, algo sonho - apenas mais um sonho. Agora é a minha realidade, é o meu quotidiano comum, é o meu dia-a-dia - e não o troco por nada.

O teatro representa para mim tudo aquilo em que sempre acreditei, tudo aquilo que sempre efendi, tudo aquilo que sempre quis ser, tudo aquilo que sempre quis representar. O teatro preenche-me, anula-me o vazio que tanto se esforça por me invadir, o teatro renova-me, o teatro faz-me respirar.
Entrar nesta escola tão diferente das outras, tão estimulante e cheia de pessoas novas e desconhecidas, tão cheia das suas próprias modas, tão ditadora das suas próprias crenças e teorias, foi como entrar no meu próprio tipo de paraíso. Aqui as pessoas conhecem-se umas às outras, falam umas com as outras, sorriem umas para as outras. Todos se conhecem, todos se entre-ajudam, todos se criticam nas costas e todos se insultam. Sim, é verdade, somos todos humanos por aqui, afinal. É normal que as intrigas existam, é normal que os problemas surjam, é normal - somos humanos.

Eu trato o meu professor de x por tu, eu trato o meu professor de y pelo próprio nome(não pelo título que os anos de estudo lhe ofereceram). A proximidade que as pessoas aqui oferecem sem medo de estarem a dar demais é encorajadora e verdadeira. Sentir-me parte dese mundo tao gigante e tão generoso enaltece-me o ego e acarinha-me a esperança. Apesar de não me sentir tão capaz quanto os restantes que me rodeiam sinto-me impulsionada a provar que não estou aqui por erro de julgamento de quem presidiou a minha sentença.

Quero provar o meu valor, quero marcar pela diferença. Não é só o teatro que me torna completa nesta escola, são também os(as) amigos(as) que aqui fiz, que aqui encontrei, que apartir de agora serão a minha mais fiel companhia. Sinto-me feliz, realmente feliz.
Balleteatro, ano 1.